Cardiopatia congênita: o que é e como fazer o diagnóstico?

Confira alguns detalhes importantes sobre a cardiopatia congênita e saiba como fazer o diagnóstico desse problema!

De acordo com levantamentos divulgados pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2021, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nas Américas, ficando acima de problemas como o câncer e vários outros. Por isso, analisar esses dados e buscar ações que alterem essa realidade é algo de extrema importância para a comunidade médica e científica.

Afinal, as doenças cardíacas podem afetar pessoas de todas as idades e trazer grandes prejuízos para a qualidade de vida. Pensando nisso, preparamos um conteúdo com informações completas sobre a cardiopatia congênita.

Relembrar esses conceitos e aprender novos dados sobre o tema é imprescindível para todos da área da saúde. Continue a leitura!

O que é a cardiopatia congênita?

É uma condição definida pela ocorrência de alterações na morfologia cardíaca, prejudicando a estrutura dela e, consequentemente, o funcionamento adequado. O termo congênito, por sua vez, está relacionado à existência do problema assim que o paciente nasce, ou nos primeiros meses de vida.

Essa é uma questão complexa, que muitas vezes, fica sem determinação de causa ou fator de risco. Apesar disso, é um problema bem delicado, que demanda atenção rápida e uma intervenção eficiente, para garantir a estabilização do paciente e otimizar as chances de um tratamento mais eficaz.

Quais são os diferentes tipos?

Veja, agora, alguns dos principais tipos de cardiopatia congênita.

Cianóticas

São casos de cardiopatia em que o paciente não recebe oxigênio suficiente nos tecidos, evoluindo para um quadro de cianose. Confira algumas variações, a seguir!

Tetralogia de Fallot

União de quatro alterações na morfologia cardíaca, dentre elas, a obstrução da saída de sangue pelo ventrículo direito.

Transposição das Grandes Artérias

Nesse caso, há uma inversão na ordem em que as artérias do coração deviam estar “ligadas”, o que dificulta o fluxo sanguíneo.

Atresia Tricúspide

Aqui, o problema consiste em uma alteração na comunicação ideal entre os átrios cardíacos.

Anomalia de Ebstein

Nessa anomalia, há um problema na válvula tricúspide, o que permite que o sangue “vaze” para o átrio, aumentando as dimensões dele.

Defeitos do septo atrioventricular (DSAV)

Muito comum em pacientes com Síndrome de Down, a DSAV é caracterizada por alterações nos septos cardíacos.

Acianóticas

Nesse caso, os sinais clínicos são mais voltados ao cansaço, por exemplo. Não ocorre a presença de cianose. Veja alguns exemplos!

Comunicação Interventricular (CIV)

Na CIV, há uma abertura no septo, que permite a comunicação entre os ventrículos cardíacos.

Comunicação Interatrial (CIA)

Na CIA, temos o mesmo problema, ou seja, uma abertura no septo. No entanto, aqui, há uma comunicação entre os átrios do coração.

Persistência do Canal Arterial (PCA)

Acontece uma alteração importante na comunicação entre a aorta e o tronco pulmonar. Essa conexão deve ser fechada durante a gestação, mas nem sempre ocorre adequadamente.

Coarctação de Aorta (CoAo)

Na CoAo, há um estreitamento da aorta. A longo prazo, essa alteração causa mudanças na morfologia do coração e outros problemas.

Quais as principais causas e sintomas?

Algumas das causas mais comumente relacionadas com as cardiopatias congênitas são:

  • uso de alguns medicamentos;
  • exposição da gestante à radiação;
  • doenças infecciosas, como a rubéola;
  • mutações cromossômicas, como é o caso da Síndrome de Down;
  • consumo de álcool e tabagismo durante a gestação;
  • uso de drogas;
  • presença de doenças crônicas na gestante, entre outras.

Sobre os sintomas, alguns dos mais relevantes incluem:

  • cianose;
  • cansaço (especialmente, ao mamar);
  • choro frequente, entre outros.

É importante salientar que nem todas as anomalias congênitas do coração causam sintomas. Algumas são silenciosas e poderão ser diagnosticadas só durante a infância ou, até mesmo, na vida adulta.

Como fazer o diagnóstico?

É comum que o diagnóstico seja feito durante a infância, mas o ideal é que ele seja realizado o quanto antes, de preferência, após o nascimento ou em algum momento pré-parto. No entanto, muitas vezes, a criança pode apresentar quadros assintomáticos por muitos anos.

O diagnóstico tem diferentes frentes, podendo começar a partir de dicas obtidas pelos pais e responsáveis em consultas com um médico generalista. Ainda assim, é muito mais frequente que isso seja feito a partir da parceria entre pediatras e cardiologistas.

Alguns recursos que podem ser utilizados para esse diagnóstico são:

  • ecocardiograma fetal;
  • eletrocardiograma;
  • ecocardiograma;
  • raio-X de tórax, entre outros.

É importante ressaltar que o exame físico, feito por um profissional capacitado, também é uma importante ferramenta diagnóstica.

Quais são os possíveis tratamentos?

Há uma série de tratamentos que podem ser aplicados com o objetivo de frear a progressão da doença e aliviar sintomas. Alguns deles são da classe dos diuréticos e dos betabloqueadores.

No entanto, o tratamento definitivo é cirúrgico, a partir da correção do defeito morfológico e restabelecimento da função cardíaca adequada.

Como me manter atualizado sobre o assunto?

Compreender todos os aspectos e nuances da Medicina é algo impossível. É por isso que existem as especialidades médicas, que têm o objetivo de trazer um conhecimento mais aprofundado sobre determinada área do estudo.

Isso também é válido quando o assunto é entender mais sobre a cardiopatia congênita e se manter atualizado sobre o tema. Uma pós-graduação em assuntos relacionados — Pediatria, Cardiologia e Neonatologia são apenas alguns exemplos — é o melhor caminho para obter esse conhecimento.

Na hora de buscar a pós-graduação médica perfeita, é importante que dê atenção não só aos objetivos e preferências, mas também à reputação e inovação da instituição em que vai estudar. Na Inspirali, você tem acesso a um ensino de muita qualidade, sempre guiado pelas principais tendências da educação em todo o mundo.

Como podemos ver, a cardiopatia congênita representa um grande risco para os pacientes, caso não seja devidamente diagnosticada e, claro, acompanhada. Por isso, é fundamental buscar informações sobre esse tema, a fim de sempre prestar o melhor atendimento possível para às crianças com o problema.

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